No ultimo dia 17 de Abril de 2016, o Brasil assistiu um verdadeiro show de horrores na Câmara dos deputados, onde 300 e poucos corruptos, votaram por suas famílias, igrejas e amigos, a continuidade do processo de impeachment de Dilma, sem qualquer base legal para isso. Deputados que aliás, até bem pouco tempo atrás eram chamados de aliados pelo governo federa. Um melancólico destino propiciado pela politica de alianças com partidos burgueses levada a cabo pela direção do Partido dos Trabalhadores. O processo agora segue para o Senado Federal que no inicio de Maio deve confirmar a abertura oficial do processo de impeachment que culminará no afastamento de Dilma por um período de seis meses, na qual ocorrerão as sessões de julgamento presididas pelo presidente do STF e que será julgado pelos 81 senadores, destes, 54 tem de dar voto favorável ao impeachment para que Dilma tenha o mandato que recebeu das urnas cassado e entregue ao vice Michel Temer do PMDB.
Consumado o golpe, o que o PT deve fazer?
O Golpe em curso brota de conspiração no executivo do vice Michel Temer com a Policia Federal e Ministério Publico, passa pela omissão do Supremo Tribunal Federal em relação as arbitrariedades do Juiz Sergio Moro e e de todo o processo e desemboca no chantagismo do congresso corrupto capitaneado por Cunha e Renam. Diante disso, a constatação é de que o que nasce desse processo não é só um governo ilegitimo, mas um ESTADO FEDERAL ILEGITIMO. Todos os três poderes estão irremediavelmente manchados com a arbitrariedade desse processo, portanto, a classe trabalhadora organizada não pode e não deve legitima-lo de qualquer forma, e como partido de massas no Brasil, é justamente o PT quem deve dar o primeiro sinal nesse sentido.
No dia seguinte da consumação do golpe, o PT deveria chamar um congresso extraordinário, para votar uma resolução que determina a renuncia coletiva de todos os senadores e deputados federais, titulares e suplentes. O Lugar de todas as lideranças do PT agora é nas ruas, ao lado dos movimentos sociais, denunciando o estado de exceção, ilegitimo e anti-democrático, com paralisações, ocupações e manifestações diárias até que o Estado venha abaixo.
Conviver "democraticamente" com os golpistas seria o mesmo que legitima-los!

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